quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Vazios...





É assim que nos encontramos.
Vazios de sentimentos, sensações.
Deixando- nos a mercê de nossos desejos.
Desejos sombrios, sem calor.
Corropendo nossa alma.
Tornando- nos incompreensíveis, enigmáticos.
Despertando a atenção do outro.
Nosso complemento.
Preenchendo o oco que nos persegue.
Teimando em ofuscar o verdadeiro desejo.
De entregar- se por inteira.




domingo, 4 de dezembro de 2011

 



O fogo interior me consome.
Engolindo o que é aproveitável.
Fazendo- me cair nesta vasta imensidão.
Sufocando com a fumaça dos meus erros.
Erros queimados, destruídos.
Fazendo- me esquecer do certo.
Optando pelo proibido.
Outra vez o errado.
Deixando- me ser consumida por essas sedentas chamas.
Chamas que  fazem- me brilhar quando quebro este viciante ciclo.
De decisões lastimáveis.

sábado, 3 de dezembro de 2011


Desmoronar...


Meu corpo esta corroído.
Minha alma dilacerada.
Olho em volta e encontro um abismo.
Abismo de incertezas, ilusões.
Desmoronando o que é conhecido.
Amado.
Lançando- te ao fundo sem compaixão.
Sem medo.
Esperando apenas pelo sopro.
Pela morte.
Dando adeus ao conhecido.
Deixando para traz a sombria forma que antes habitava.


sexta-feira, 2 de dezembro de 2011



Sinto- me cheia.
Cheia de dores, silêncios, decepções.
Sinto- me sufocada.
Sufocada pelas mentiras... As incertezas.
Incertezas essas que me fazem escolher o errado.
Rasgando- me por dentro.
Mostrando que nada será do meu jeito.
A menos que eu aprenda a me esvaziar.