sábado, 26 de novembro de 2011



Sentir.

Até que o seu corpo tenha explodido em êxtase.
Extasiado pelo medo, pela dor.
Dolorosa mania de perfeição...
Mentiras perfeitas, máscaras perfeitas.
Perfeição esta, jamais alcançada.
Sombras, sombrio beijo.
Arquejando com o fim do tempo.

Tempo perdido, idolatrado.

Olhos fechados.
Jazido assim, até o próximo encontro.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011



Obscuro...
É assim que o meu interior se encontra.
Obscuro de ilusões, feridas.
Dolorosas feridas que teimam em sangrar.
Sangrando, manchando minha carne, meus olhos...
Olhos obscurecidos pelo ódio.
Querendo ser preenchidos por algo que tenha sentido.
Sentido frio, ser cor... 
Congelando o lago de meus olhos.
Olhos esses, já obscurecidos.
Submergidos no abismo da noite.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011



Quase não posso ver o seu semblante.
A escuridão que me move
Impede a minha súbita aproximação...
Porque tem que ser assim?
Minhas asas encontram- se  caídas,
Presas a essa terra seca.
O ar não tem mais a mesma intensidade
Preciso apenas de ti.
O ar, a terra.. Podem esperar a eternidade.
Te buscarei mesmo ao longe.
E quando finalmente te encontrar... Te manterei dentro e fora de mim.